5 sinais de que o cansaço e os
esquecimentos não são "coisa da idade" e como agir.

Descubra se o cansaço excessivo e lapsos de memória são normais do envelhecimento ou sinais de alerta. Entenda o papel do geriatra na sua
qualidade de vida.

A armadilha do “é normal da idade”

Você já ouviu, ou disse, a frase: “Ah, é assim mesmo, estou ficando velho”? No consultório de geriatria, essa é a frase que mais nos preocupa.
Existe uma linha tênue entre o envelhecimento fisiológico (senescência) e o envelhecimento com doenças não tratadas (senilidade).

Muitas vezes, a perda de vitalidade que aceitamos passivamente é, na verdade, um quadro tratável de deficiência vitamínica, depressão
mascarada ou início de sarcopenia. Envelhecer é inevitável, mas perder a alegria de viver e a independência não precisa ser o roteiro da sua história.

1. O mito da memória “fraca”

Esquecer onde deixou os óculos acontece com todos. No entanto, segundo a Alzheimer’s Association, quando os lapsos de memória começam a interferir na execução de tarefas que a pessoa sempre fez (como pagar uma conta ou seguir uma receita), o sinal de alerta deve ligar.

Dica de Ouro: A perda de memória não é apenas Alzheimer. Problemas de tireoide e falta de Vitamina B12 podem mimetizar demências e são totalmente reversíveis.

2. A fadiga que não passa com o descanso

Se subir um lance de escadas ou ir à padaria se tornou um sacrifício, você pode estar diante da Sarcopenia. De cordo com a Sociedade Brasileira de
Geriatria e Gerontologia (SBGG), após os 60 anos, a perda de massa muscular pode chegar a 15% por década.

O risco: Músculos fracos geram quedas. Quedas geram medo. O medo gera isolamento. É um ciclo que o geriatra consegue quebrar
com ajustes nutricionais e exercícios resistidos.

3. O “Sumiço” do Apetite e a Desidratação

O paladar muda e a sensação de sede diminui com o passar dos anos. Porém, a desidratação em idosos é uma das principais causas de confusão mental súbita e idas ao pronto-socorro. Se a comida “não tem mais gosto”, precisamos investigar se há um problema de saúde bucal ou um efeito colateral de medicamentos.

4. A Tristeza Disfarçada de “Sossego”

Um idoso que não quer mais sair de casa não é necessariamente alguém que “gosta de ficar no seu canto”. A depressão na terceira idade muitas
vezes não se manifesta com choro, mas com apatia e dores físicas sem explicação. Segundo dados da OMS, a depressão afeta cerca de 7% da
população idosa mundial, sendo subdiagnosticada por ser confundida com o “ritmo lento” da velhice.

5. O Perigo da “Farmácia em Casa” (Polifarmácia)

Você toma mais de 5 remédios por dia? Se sim, você está em polifarmácia. Muitas vezes, um sintoma novo é apenas o efeito colateral de um remédio que está “brigando” com outro. O geriatra atua como um “maestro”, limpando a receita e mantendo apenas o essencial para o seu coração, mente e ossos. O segredo está no gerenciamento

Envelhecer com saúde exige estratégia. Não espere uma queda ou um esquecimento grave para procurar ajuda. O geriatra é o médico que olha para o todo, garantindo que você não seja apenas um conjunto de exames, mas uma pessoa com planos e autonomia.